A mesa em 2026, o que não mudou (e o pouco que mudou)
Segundo artigo da série de 2026 sobre os dados do Old Dragon Online. O primeiro tratou de raças e classes. Este cobre os temas dos outros três artigos de 2025, A Jornada dos Níveis, Arsenal e Magia e O Ecossistema das Campanhas, comparando o que foi publicado com os últimos doze meses. Cabe tudo num artigo só porque quase nada mudou, e isso é uma boa notícia: Old Dragon é estável.
A pirâmide de níveis
Em 2025, 62,93% das fichas estavam no nível 1. Nos últimos doze meses, 61,22%. O nível 3 continua maior que o 2 (fichas criadas direto no 3, como no ano passado), o 5 continua maior que o 4, e o 15 mantém seu 1,4% de personagens que chegaram ao topo ou foram criados lá. Somando, 91% das fichas estão até o nível 5 e 98% até o 10, os mesmos números de 2025.
A escada de mortalidade também se repete. De cada cem fichas no nível 1, 16 chegam ao 2 (eram 15 em 2025). Do 3 para o 4 sobrevivem 30%, do 5 para o 6, 52%, do 6 para o 7, 34%. A única transição que se moveu foi do 7 para o 8: em 2025 a taxa era de 74%, e nos últimos doze meses passou de 100%, o que significa mais fichas criadas direto no nível 8 do que subindo do 7. Suspeitamos de campanhas de nível alto começando com personagens prontos.
O arsenal
A arma favorita de cada classe é, com três exceções, a mesma do ano passado. O Guerreiro segue com a Espada Longa (17%), o Ladrão com a Adaga (43%), o Clérigo com a Maça (35%), o Bárbaro com o Machado de Batalha, o Paladino com a Espada Longa, o Ranger e o Arqueiro com a Flecha de Guerra, o Druida com o Bordão. O Halfling Aventureiro ficou ainda mais previsível: 66% de adagas.
As exceções são pequenas e curiosas. O Mago trocou o Bordão pela Adaga: já eram quase empatados em 2025, e a Adaga passou na frente. O Ilusionista fez o caminho contrário, da Adaga para o Bordão. E o Xamã, que usava Bordão, adotou a Lança, com 32% de preferência nos últimos doze meses.
As magias
As nove magias arcanas mais escolhidas em 2025 são as nove mais escolhidas em 2026, na mesma ordem: Mísseis Mágicos, Escudo Arcano, Sono, Enfeitiçar Pessoas, Mãos Flamejantes, Luz, Escuridão, Abrir e Trancar. Bola de Fogo subiu três posições e já está em 13% dos grimórios; com Invisibilidade e Relâmpago, é sinal de mais personagens de nível alto entre os conjuradores.
No lado divino, Curar Ferimentos abriu vantagem: 55% dos conjuradores divinos a preparam, contra 51% em 2025. Arma Abençoada (43%) e Santuário (28%) completam o pódio, igual ao ano passado. Proteção contra Alinhamento foi a que mais perdeu, de 11,6% para 7,6%.
O dia em que se joga
Aqui houve um movimento. Em 2025, sábado e domingo concentravam 46,7% das edições de fichas em campanha. Nos últimos doze meses, 40,7%. Os seis pontos foram para terça, quarta e quinta, cada uma dois ou três pontos acima do ano passado. A mesa do meio da semana está crescendo.
Este ano temos uma segunda fonte: as rolagens de dados feitas dentro das campanhas do ODO, que medem a sessão em si. Elas confirmam o sábado como o grande dia (23,5% das rolagens) e mostram a terça como o dia de semana mais forte, com 13,3%, à frente da própria sexta.
Campanhas: uma correção e uma confirmação
Em 2025 medimos a longevidade das campanhas em faixas, de “menos de uma semana” a “mais de um ano”, e cometemos um erro comum: misturamos campanhas de todas as idades. Uma campanha criada há dois meses não pode estar na faixa “mais de um ano”, então quanto mais campanhas novas o ODO ganha, pior a tabela parece. Este ano separamos por ano de criação.
O quadro fica bem diferente. Entre as campanhas criadas até setembro de 2024, que tiveram dois anos inteiros para viver, metade continua com atividade registrada depois de um ano, e só 13% pararam na primeira semana. A coorte seguinte, as campanhas que o artigo de 2025 viu nascer, ainda está em andamento: 37% pararam na primeira semana, 20% passaram de seis meses e 11% já passaram de um ano, com tempo para crescer. Das criadas nos últimos doze meses, metade passou da primeira semana, e por enquanto é só isso que dá para dizer.
Foram 989 campanhas novas nos últimos doze meses, contra 647 no ano anterior.
A regra do tamanho do grupo, que apontamos em 2025, se confirma e fica mais forte quando olhamos só para as campanhas com pelo menos um ano de idade. Das campanhas solo, 52% passaram de seis meses. Das que têm oito ou mais fichas, 77%. A escada sobe degrau a degrau, sem exceção. A composição balanceada (clérigo, combatente, conjurador e ladino na mesma mesa) segue à frente: 72% das campanhas balanceadas maduras passaram de seis meses, contra 58% das pesadas em combate.
O que apareceu na mesa este ano
Três ferramentas novas ainda não têm um ano de dados, mas já deixaram suas pegadas. As fichas de ajudante, de janeiro, somam quase 600 em mais de 100 campanhas, e são humanas em quase 40% dos casos. O gerenciador de encontros, de julho, já registrou quase 200 encontros com mais de mil participantes.
No terceiro e último artigo da série, a maior novidade do ano: a comunidade começou a criar e compartilhar suas próprias raças e classes, e os dados de dez meses de conteúdo caseiro.
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