Povos das Cidades-Oficina
Nas Cidades-Oficina, conhecimento só encontra verdadeiro valor quando pode ser compreendido, aplicado ou aperfeiçoado. Seus povos cresceram entre ofícios, ferramentas e experimentação, aprendendo que todo problema é também o início de uma solução.
Os Povos das Cidades-Oficina são comunidades humanas formadas em centros urbanos onde o trabalho especializado, o aprendizado técnico e a produção artesanal ocupam uma posição central na vida cotidiana. Suas cidades costumam reunir oficinas, fundições, boticas, vidrarias, moinhos, estaleiros, casas de estudo e pequenos estabelecimentos dedicados aos mais diversos ofícios. Algumas se destacam pela metalurgia, outras pela medicina, pela construção, pela mecânica ou pela alquimia, e não existe um único modelo que defina todas elas.
Ser criado em uma Cidade-Oficina significa crescer cercado por pessoas que constroem, consertam, medem, registram e transformam aquilo que possuem. O conhecimento costuma ser transmitido por mestres, famílias, corporações de ofício, estudiosos ou pela própria prática cotidiana. Mesmo aqueles que nunca seguem uma profissão técnica aprendem desde cedo a reconhecer o valor de uma ferramenta adequada, de um trabalho bem executado e da experiência acumulada por quem domina um ofício.
Não existe um aspecto físico próprio desses povos além da diversidade comum à humanidade. Suas diferenças são principalmente culturais. Marcas de trabalho, roupas adaptadas à profissão, equipamentos pessoais e hábitos trazidos das oficinas podem ser comuns, mas não universais. Da mesma maneira, pertencer a esses povos depende muito mais de onde e como alguém foi criado do que de sua ascendência.
As Cidades-Oficina dependem das demais regiões tanto quanto estas dependem delas. Recebem matérias-primas, alimentos, conhecimentos e produtos de lugares distantes e, em troca, oferecem ferramentas, reparos, manufaturas e profissionais especializados. Essa interdependência faz com que seus habitantes frequentemente convivam com viajantes e ideias estrangeiras, embora a reputação de serem excessivamente pragmáticos, curiosos ou obstinados possa provocar tanto respeito quanto desconfiança em outros povos.
Personalidade
Entre os Povos das Cidades-Oficina, competência costuma ser mais valorizada do que aparência ou posição. Existe grande respeito por quem conhece profundamente um ofício, mantém sua palavra profissional e consegue apresentar resultados concretos. Ferramentas são cuidadas, técnicas são transmitidas e o desperdício de materiais ou de trabalho tende a ser malvisto. Para muitos, algo quebrado não deve ser descartado antes que alguém tenha tentado compreender por que deixou de funcionar.
A curiosidade também ocupa um lugar importante nessas sociedades. Perguntar, desmontar, comparar métodos e experimentar novas soluções pode ser incentivado, embora cada cidade, oficina ou tradição estabeleça seus próprios limites para isso. Alguns artesãos defendem procedimentos aperfeiçoados durante gerações; outros acreditam que nenhuma técnica deve permanecer intocável apenas por ser antiga. Essa tensão entre tradição e experimentação é comum entre seus estudiosos e profissionais.
Personagens dessa origem podem incorporar esses valores de maneiras muito diferentes. Um deles pode ser meticuloso e conservador, outro improvisador e inquieto; um pode enxergar conhecimento como responsabilidade pública, enquanto outro guarda seus métodos como patrimônio familiar. O elemento comum não é uma personalidade específica, mas a familiaridade com uma cultura na qual saber fazer, compreender como algo funciona e aprender com os próprios erros possuem grande valor.
O Povos das Cidades-Oficina nas Aventuras
Para os Povos das Cidades-Oficina, viajar sempre foi uma maneira de adquirir aquilo que nenhuma oficina consegue produzir sozinha. Minérios, plantas, reagentes, madeiras, ferramentas, técnicas estrangeiras e antigos conhecimentos circulam pelas mesmas estradas que mercadores e viajantes. Alguns deixam suas cidades como aprendizes, estudiosos, artesãos itinerantes, médicos, construtores ou representantes comerciais; outros simplesmente descobrem que certos problemas não podem ser compreendidos de dentro de uma oficina.
Com a expansão do Miasma e a perda de territórios, essa necessidade tornou-se ainda maior. Rotas desapareceram, fontes de matéria-prima foram isoladas, oficinas foram abandonadas e conhecimentos inteiros podem ter permanecido em lugares que já não são seguros. Pessoas dessa origem podem se aventurar para recuperar técnicas perdidas, localizar recursos, estudar fenômenos desconhecidos, auxiliar comunidades ameaçadas ou colocar seus conhecimentos a serviço daqueles que ainda resistem.
Para alguns, a aventura é uma necessidade. Para outros, é a continuação natural do próprio trabalho: existe uma diferença entre conhecer uma teoria e descobrir se ela funciona quando não há uma bancada preparada, ferramentas adequadas ou segurança alguma entre o problema e quem tenta resolvê-lo.
Perguntas para se responder ao criar um povos das cidades-oficina:
- Pergunta 1: Que ofício, tradição ou ambiente de trabalho mais influenciou a criação do seu personagem?
- Pergunta 2: Quando tradição e experimentação entram em conflito, em qual delas seu personagem tende a confiar?
- Pergunta 3: Que problema, descoberta ou necessidade fez seu personagem deixar a segurança das oficinas e encarar o mundo?
Habilidades de Raça
Todas as habilidades de raça são adquiridas no 1º nível, durante a criação do personagem.
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1 Mente Técnica: Escolha JPC ou JPS.
Recebe +1 na JP escolhida
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1 Formação Especializada: Escolha uma tradição durante a criação: Alquimia, Mecânica, Medicina…
Testes de atributo relacionados ao conhecimento técnico daquela tradição são considerados fáceis.
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1 Improvisação de Oficina: Possui 1–3 chances em 1d6 de encontrar uma solução improvisada para um problema técnico, desde que disponha de materiais ou objetos minimamente adequados. Em caso de sucesso, pode realizar um dos seguintes feitos:
• realizar um reparo provisório em um objeto, equipamento ou mecanismo danificado, permitindo que volte a cumprir sua função por tempo limitado.
• utilizar ou adaptar um objeto comum para substituir temporariamente uma ferramenta simples que esteja faltando.
Movimento base é de 9 metros.
Infravisão não possui.
Alinhamento qualquer um.
Povos das Cidades-Oficina representa uma origem cultural humana, e não uma espécie ou etnia distinta. Suas características refletem educação, ambiente, tradição e experiência adquirida. Um personagem criado desde jovem em uma dessas sociedades pode pertencer a esta origem independentemente de sua ascendência.