Elfo da Montanha
"Onde a luz morre, a memória permanece, Onde o homem conquista, a pedra se lembra."
Os Elfos da Montanha são uma antiga linhagem élfica que abandonou a superfície muito antes de os reinos humanos conhecerem suas primeiras coroas. Refugiados em cordilheiras imensas, eles desceram por abismos e cavernas até encontrarem um mundo que a luz do sol jamais alcançou.
Ali, construíram cidades nas entranhas da terra, erguidas ao redor de rios subterrâneos, lagos negros e colunas naturais que sustentam tetos tão altos quanto catedrais. Suas fortalezas são esculpidas diretamente na montanha, e suas estradas atravessam túneis protegidos por portas de pedra, armadilhas e sentinelas silenciosas.
Não são servos de demônios, criaturas corrompidas ou simples elfos que aprenderam a viver no escuro. São um povo que desenvolveu uma cultura própria, moldada por séculos de isolamento, guerras subterrâneas e uma obsessão quase religiosa pela preservação de sua história.
Para os Elfos da Montanha, a pedra é a única testemunha que nunca mente. Reis morrem, impérios desaparecem e gerações esquecem suas promessas. A montanha, entretanto, permanece.
Aparência
Possuem corpos esguios, traços élficos marcantes e uma postura naturalmente contida. Sua pele varia entre cinza-ardósia, lilás escuro e azul profundo. Os cabelos costumam ser brancos, prateados ou cinza-pálidos, enquanto os olhos apresentam tons de vermelho, violeta ou prata.
A ausência de luz solar tornou seus olhos sensíveis à claridade intensa. Muitos usam véus, capuzes ou lentes escurecidas ao viajar pela superfície.
Suas roupas são funcionais, feitas de tecidos escuros, couro tratado, fibras subterrâneas e placas metálicas discretas. Os adornos mais importantes são gravados em pedra, mineral ou metal, e cada símbolo pode representar uma linhagem, um juramento ou um acontecimento histórico.
Sociedade e cultura
A sociedade dos Elfos da Montanha é construída sobre três pilares: memória, sobrevivência e ancestralidade.
Suas cidades possuem arquivos esculpidos em paredes profundas. Tratados, genealogias, mapas, derrotas militares e crimes históricos são preservados por escribas especializados. Algumas famílias mantêm registros que remontam a épocas anteriores à fundação dos reinos da superfície.
Esquecer um juramento é uma vergonha. Apagar deliberadamente uma inscrição ancestral é um crime gravíssimo. Destruir um arquivo inteiro pode ser considerado um ataque contra todos os descendentes daqueles cujas vidas foram registradas.
A liderança varia de cidade para cidade. Algumas são governadas por casas nobres; outras, por conselhos de anciões, ordens militares ou famílias responsáveis por proteger os arquivos. Em todas elas, a autoridade depende tanto da capacidade de manter a comunidade viva quanto do conhecimento das tradições.
Aversão à humanidade
Os Elfos da Montanha odeiam os humanos.
Esse sentimento é uma das marcas centrais de sua identidade cultural. Para eles, os humanos representam tudo o que há de perigoso na vida da superfície: ambição sem prudência, conquistas sem responsabilidade e civilizações que destroem o passado para construir algo novo sobre suas ruínas.
As tradições de muitas cidades relatam invasões humanas a territórios subterrâneos, saque de tumbas, exploração de minas sagradas e destruição de arquivos ancestrais. Mesmo nas cidades cujas histórias não registram tais acontecimentos, a desconfiança foi transmitida por gerações.
Os humanos são frequentemente tratados como invasores em potencial, independentemente de suas intenções individuais. Diplomatas humanos precisam provar sua palavra repetidamente; mercadores enfrentam vigilância rigorosa; viajantes podem ter a entrada negada em cidades subterrâneas.
Essa hostilidade não significa que todos os Elfos da Montanha sejam assassinos de humanos. Sua cultura valoriza o planejamento e a preservação da própria sociedade. Um humano útil pode ser tolerado, vigiado ou utilizado politicamente, mas conquistar confiança verdadeira é excepcional.
Elfos da Montanha que convivem com humanos sem demonstrar desprezo podem ser considerados ingênuos, desonrados ou perigosamente influenciados pela superfície.
Isso cria uma excelente tensão para personagens jogadores: um aventureiro pode odiar a humanidade e, ainda assim, precisar trabalhar ao lado de um guerreiro humano para impedir uma ameaça maior.
Personalidade
São reservados, observadores e pacientes. Raramente tomam decisões importantes sem considerar suas consequências. A palavra dada possui grande peso, e a vingança, quando planejada, pode atravessar gerações.
Costumam demonstrar pouco entusiasmo diante de riquezas passageiras. Ouro pode ser útil, mas um mapa de uma cidade perdida ou o registro de uma dinastia extinta possui valor incomparavelmente maior.
Não esquecem facilmente uma ofensa, especialmente quando ela atinge sua família ou sua cidade. Por outro lado, respeitam aqueles que demonstram disciplina, competência e disposição para cumprir compromissos.
Sua principal fraqueza cultural é a dificuldade de aceitar mudanças rápidas. Muitos preferem uma tradição imperfeita, mas comprovada, a uma inovação cujo resultado não podem prever.
O Elfo da Montanha nas Aventuras
Elfos da Montanha deixam suas cidades por razões que raramente são banais.
Recuperação ancestral: recuperar inscrições, relíquias ou registros roubados.
Guerra preventiva: localizar uma ameaça antes que ela alcance as cidades subterrâneas.
Exílio: fugir de disputas entre casas, acusações políticas ou conflitos religiosos.
Espionagem: observar reinos humanos e descobrir seus planos militares.
Exploração: mapear regiões subterrâneas desconhecidas e encontrar cidades perdidas.
Ruptura cultural: provar que o isolamento de seu povo se tornou uma fraqueza.
Vingança: cobrar uma dívida histórica ou destruir aqueles que profanaram um lugar ancestral.
São encontrados principalmente entre Guerreiros, Ladrões, Magos e Clérigos. Alguns se especializam na exploração de ruínas, enquanto outros atuam como guardiões de arquivos, agentes diplomáticos ou executores de ordens subterrâneas.
Perguntas para se responder ao criar um elfo da montanha:
- Pergunta 1: Qual acontecimento histórico ensinou seu personagem a odiar os humanos?
- Pergunta 2: Ele considera o isolamento de seu povo uma virtude ou uma prisão?
- Pergunta 3: Que memória, juramento ou segredo ele foi encarregado de preservar?
Habilidades de Raça
Todas as habilidades de raça são adquiridas no 1º nível, durante a criação do personagem.
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1 Afinidade Subterrânea: Acostumados ao ambiente claustrofóbico.
- +5 em testes de sobrevivência, orientação e percepção em ambientes subterrâneos
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1 Silêncio Natural: O Elfo das Montanhas sabe se mover sem ruído.
- +1 em testes de furtividade
- Pode se mover normalmente em terrenos rochosos sem penalidades
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1 Sensibilidade à Luz: Sob luz solar direta ou luz mágica equivalente, o Elfo das Profundezas sofre:
- –2 em testes de ataque e Jogadas de Proteção
Movimento base é de 9 metros e 9 metros escalando.
Infravisão de 24 metros.
Alinhamento Tendem à Neutralidade, com inclinação à Caóticos ou a Ordeiros, conforme a cultura da cidade de origem..