Catoblepas
Besta, Grande e Neutro ◆ Pântanos
Besta pantanosa de cabeça pendente, cujo olhar rouba a vida.
Dado de Vida | Pontos de Vida
Classe de Armadura
Jogada de Proteção
Moral
- 1 × cauda +5 (1d6)
O Catoblepas é uma besta miserável dos pântanos fétidos: corpo pesado e encouraçado de búfalo, patas atarracadas de porco e um longo pescoço flácido que mal sustenta uma cabeça grande e disforme, de olhos injetados sob pálpebras caídas. Passa os dias afundado na lama, a cabeça pendida sobre as águas paradas, ruminando ervas venenosas que só ele consegue digerir. Feio, fedorento e lerdo, seria quase patético — não fosse o que espreita por trás daquelas pálpebras.
- Cabeça Pesada: a cabeça monstruosa é pesada demais para o pescoço franzino e vive arrastada na lama. Erguê-la exige uma rodada inteira de esforço, visível e telegrafada ao grupo — só então o Catoblepas pode usar seu olhar.
- Olhar Mortal: na rodada em que ergue a cabeça, toda criatura viva a até 18 metros que cruzar seu olhar deve ser bem-sucedida em uma JPC ou morre, drenada de toda a vitalidade. Após disparar o olhar, a cabeça tomba e o Catoblepas fica 1d4 rodadas sem poder erguê-la novamente.
- Desviar os Olhos: um personagem pode lutar de olhos desviados (ou mirando por uma superfície reflexiva) para ficar imune ao olhar, mas todos os seus ataques contra o Catoblepas tornam-se muito difíceis.
- Fedor Pestilento: seu bafo e seu couro exalam podridão. Quem entrar em combate corpo a corpo deve passar em uma JPC ou lutar com ataques difíceis por 1 rodada, até se habituar ao cheiro.
- Tesouro: nada acumula; no máximo, pertences enlameados de antigas vítimas jazem em seu charco.
Solitário e territorial, o Catoblepas ataca qualquer coisa que perturbe seu charco. Aventureiros experientes aprendem a reconhecer o instante em que a fera reúne forças para erguer a cabeça.
O Catoblepas é um dos monstros mais antigos que se conhece: descrito por Plínio, o Velho, na História Natural (séc. I), como uma fera etíope de cabeça sempre baixa cujo olhar matava quem o encarasse. Atravessou os bestiários medievais, e há quem veja nele uma das raízes das lendas da Górgona e Medusa.