Dragonete Fuliginoso

Monstro caseiro

Dragão, Pequeno e Neutro ◆ Subterrâneos


Pequeno demais para voar, orgulhoso demais para fugir. Nos túneis onde dragões não cabem, ele é o dragão.

Encontro 1d2 (1d4)
Experiência 205XP
Tesouro - ()
Movimento 9, 6E

5 [25]
15
9
12

  • 1 × Garra +5 (1d6)
  • 1 × Mordida +5 (1d10)

Do tamanho de um cão de caça avantajado, o Dragonete Fuliginoso é um dragão verdadeiro que a linhagem esqueceu de terminar: bípede, sem asas, de pescoço curto e escamas cor de carvão que soltam um pó fino ao serem tocadas. Uma fileira de espinhos córneos escuros desce do crânio pelo pescoço e segue pela espinha até a cauda — grossa, pesada, usada como contrapeso na corrida. Os olhos alaranjados brilham como brasas ao refletir qualquer luz, muitas vezes a única coisa que a vítima vê no escuro. Anda apoiado nas garras dianteiras ao farejar, mas corre ereto, em disparadas curtas e silenciosas. Denuncia-se pelo som de unhas riscando pedra em ritmo de trote, por um chiado baixo de chaleira quando irritado, e pelo cheiro de fuligem úmida e enxofre fraco, como uma forja apagada há dias.

Sábios divergem sobre sua origem: raça própria ou filhotes degenerados de Dragões Vermelhos, nascidos de ninhadas em covis profundos demais? O próprio Dragonete não aceita a segunda hipótese, tratando dragões verdadeiros com reverência ressentida e evitando seus territórios. Os fatos parecem estar do lado dele: fêmeas adultas criam suas ninhadas em covil próprio, e uma linhagem que se reproduz sozinha é raça, não refugo. Acumula tesouro em seu covil em escala patética e comovente: moedas avulsas, fivelas, um elmo amassado, empilhados com o zelo de um Vermelho sobre montanhas de ouro, e junto ao ninho esse tesouro pertence à mãe, não à ninhada. Kobolds e Drakolds ocasionalmente adotam um como "Protetor", e ele, vaidoso, aceita o culto sem admitir o quanto precisa dos servos.


Baforada: 3 vezes por dia, abdicando dos ataques físicos, exala um cone de vapor escaldante de 3 x 9 metros causando 5d4 pontos de dano. Uma JPD bem-sucedida reduz o dano à metade.

Infravisão: 18 metros.

Fôlego de Fornalha: dentro do próprio covil, o ar quente e a fuligem em suspensão denunciam intrusos. Só é surpreendido em casa com 1 em 1d6.

Emboscada em Corredor: territorial e metódico, conhece cada curva do próprio labirinto e ataca de passagens estreitas, onde o cone da baforada preenche o corredor e não há flanco possível. Abre com o vapor para cegar e escaldar, e persegue quem foge. O orgulho de dragão não deixa presa escapar. Jamais recua; encurralado, morre mordendo.


As escamas do Dragonete, maceradas, produzem uma tinta negra que não reflete luz alguma — cobiçada por ladrões e assassinos para escurecer lâminas antes de um trabalho noturno. Seu sangue permanece morno por dias após a morte e serve como ingrediente menor em poções de vapor e névoa.

Filhote: uma bola de fuligem do tamanho de um gato, já convencida de que é o rei do túnel. Miúdo, 2 DV [10 PV], CA 15, JP 6, MO 7, garra +4 (1d6) e mordida +4 (1d10), baforada de 2d4, infravisão de 9 metros. Mantém o Fôlego de Fornalha, mas não o orgulho: o filhote foge. XP 35.

No ninho, os filhotes vêm acompanhados de uma fêmea adulta: a fuga pelo Moral 7 não encerra o encontro, apenas entrega a posição do covil.

Elite: o velho terror de um complexo de túneis inteiro, encontrado sempre sozinho. Pequeno, 5 DV [65 PV], CA 18, JP 9, MO 12, garra +6 (1d6+1) e mordida +6 (1d10+2), baforada de 5d4+4, infravisão de 18 metros. XP 295.


Compartilhado por: @filipemarchesi
Dragonete Fuliginoso
Este é um monstro caseiro (homebrew) comunitário, criado e compartilhado por um usuário. O conteúdo pode variar em qualidade e balanceamento.
Notas do autor:

Criado com o método de criação de monstros do Apêndice VII do Livro III, com o esqueleto sorteado nos dados: saiu Dragão, Pequeno, Neutro, Subterrâneos, forma bípede. Em vez de reinterpretar o resultado, resolvi levá-lo a sério e a pergunta que sobrou foi "o que é um dragão que não pode voar e não cabe na própria lenda?". O Dragonete é a resposta: um bicho do tamanho de um cão de caça que se comporta como se fosse Smaug, empilhando três moedas e um elmo amassado com o mesmo zelo que um Vermelho dedica a montanhas de ouro. É pensado para níveis baixos, em corredores estreitos onde a baforada em cone preenche a passagem e não há para onde flanquear.

Duas notas de regra, para quem for usar:

A baforada de vapor escaldante segue o gabarito dracônico de dano aproximadamente igual aos DV em dados (5 DV, 5d4), mas com dado menor que o dos dragões cromáticos — é um sopro que escalda e cega, não que carboniza.

A variação Filhote usa o modelo de mesmo nome de Monstros & Inimigos II, que traz a ressalva de não ser aplicável a dragões. Apliquei mesmo assim, já que o Dragonete não possui os estágios de idade Jovem/Adulto/Velho dos dragões oficiais e portanto não há conflito com aquela regra. A redução da baforada para 2d4 e o Moral 7 são ajustes meus de balanceamento, não derivações do modelo: o Moral 12 do adulto é o orgulho dele, mas o filhote foge, geralmente até a mãe.

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