Dromur
Besta, Grande e Neutro ◆ Montanhas e Subterrâneos
Dado de Vida | Pontos de Vida
Classe de Armadura
Jogada de Proteção
Moral
- 1 × Cabeçada +5 (1d10+2)
O Dromur é uma enorme besta subterrânea de seis patas, normalmente com quatro a cinco metros de comprimento. Seu corpo é largo, pesado e mantido muito próximo do chão. As patas traseiras sustentam seu peso, enquanto os quatro membros dianteiros servem para escavar, firmar o corpo e impulsionar seus golpes.
Sua cabeça não possui focinho definido. Ela termina em uma enorme placa óssea achatada, coberta por camadas de queratina e minerais incrustados. Essa estrutura cresce durante toda a vida e apresenta marcas de rachaduras, impactos antigos e fragmentos de rocha presos à superfície.
O Dromur não possui olhos visíveis. Fileiras de pequenas cavidades sensoriais percorrem seu pescoço e as laterais do corpo, percebendo vibrações na pedra. Sua boca fica sob a placa craniana e contém dentes curtos, próprios para triturar fungos, raízes subterrâneas, sais e minerais macios.
Ele não caça os povos subterrâneos deliberadamente. Entretanto, é atraído por batidas regulares e pode abrir caminho diretamente até minas, oficinas e assentamentos.
Os Roendar o chamam de Quebra-Salões. O nome não representa uma espécie diferente, mas o destino comum das comunidades que permitem que um Dromur alcance suas estruturas principais.
Outros povos subterrâneos o chamam de grande escavador, touro-cego ou besta de seis patas.
Comportamento
O Dromur não caça Roendar nem outros povos. Alimenta-se de fungos, sais e depósitos minerais encontrados em regiões profundas.
O perigo está em sua atração por vibrações repetidas. Martelos, cinzéis, rodas, máquinas e grandes grupos marchando podem ser confundidos com deslizamentos naturais ou com a movimentação de outros animais da espécie.
Ao localizar a fonte, o Dromur abre caminho diretamente até ela.
Espólios: grandes placas cranianas, fragmentos de queratina mineralizada, concreções cristalinas e minério desprendido das galerias abertas pela criatura.
Sentido Sísmico
O Dromur percebe movimentos e impactos transmitidos pela pedra a até 24 metros.
Criaturas imóveis não são percebidas, mas passos, combates, escavações e objetos derrubados revelam sua posição.
Ressonância
Uma vez por combate, em vez de atacar, o Dromur golpeia violentamente o chão ou uma parede.
Todas as criaturas sobre pedra a até 6 metros devem realizar uma JPD. Em caso de falha, caem e sofrem 1d6 pontos de dano.
Em galerias instáveis, minas abandonadas ou túneis mal sustentados, existe ainda uma chance de 1 em 1d6 de ocorrer um desmoronamento parcial.
Atraído pelo Ruído
O Dromur pode ser distraído ou conduzido por vibrações mais fortes que aquelas produzidas pelo grupo.
Golpes contra paredes, objetos pesados, explosões ou mecanismos instalados na pedra podem afastá-lo ou atraí-lo para uma estrutura importante.
Ecologia
O Dromur é um escavador territorial que abre salões, poços e redes de túneis ao longo de muitos anos. Ele não reconhece construções, minas ou estradas subterrâneas como obras de outros povos: qualquer passagem dentro de seu território é tratada como parte de sua toca.
Os machos costumam ocupar regiões próximas a lagos subterrâneos, rios lentos, fontes termais ou grandes reservatórios naturais. A água atrai fêmeas, oferece alimento e permite que o território sustente filhotes.
As fêmeas geram poucos filhotes por gestação e permanecem junto deles durante longos períodos. Nesse estágio, tornam-se extremamente agressivas e podem perseguir invasores por vários túneis, mesmo depois que a ameaça aparente tenha recuado.
Os machos defendem passagens, fontes de água e salões de alimentação contra outros Dromur. Marcas de cabeçadas, paredes polidas e grandes sulcos no chão indicam que uma criatura estabeleceu domínio naquela região.
O Dromur foi criado para ser uma criatura territorial, e não apenas um monstro errante colocado diante dos personagens. Sua presença deve ser anunciada por túneis alargados, paredes golpeadas, poças turvas, fungos arrancados e grandes sulcos deixados no chão.
Esta criação foi pensada para o cenário autoral do autor, no qual as profundezas possuem ecologia própria e nem toda passagem subterrânea pertence aos povos que construíram minas, fortalezas ou cidades sobre ela. Um Dromur estabelecido transforma fontes de água, salões de alimentação e rotas de travessia em partes de seu território.
Machos e fêmeas também devem produzir encontros diferentes. Um macho pode defender uma fonte ou reagir a vibrações em outro ponto de seus túneis, enquanto uma fêmea protegendo filhotes tende a perseguir qualquer ameaça de maneira muito mais agressiva.