Galheiro
Animal, Grande e Neutro ◆ Planícies, Geleiras e Florestas
Ágeis sobre a neve, oferecem montaria veloz, carne macia, leite saboroso e galhadas valiosas.
Dado de Vida | Pontos de Vida
Classe de Armadura
Jogada de Proteção
Moral
- 1 × Galhada +4 (1d8+2)
- 2 × Cascos +3 (1d4+1)
Descrição inicial
O Galheiro é um grande cervídeo das terras do Além-Norte, reconhecido pelo corpo alto, pernas compridas e enormes galhadas achatadas. Sua pelagem é espessa, variando entre cinza, marrom-escuro e tons quase negros durante o inverno.
Machos e fêmeas possuem galhadas. As dos machos são maiores e mais abertas, enquanto as das fêmeas são estreitas e leves. Elas caem naturalmente em determinadas épocas do ano, permitindo que criadores e caçadores as recolham sem abater o animal.
Os cascos são largos e possuem bordas rígidas capazes de romper crostas de gelo. As pernas longas permitem atravessar neve profunda com rapidez, tornando o Galheiro uma das montarias mais importantes das comunidades nortenhas.
Galheiros formam grandes rebanhos migratórios. Durante os períodos mais frios, descem para vales protegidos e áreas próximas de florestas. Alimentam-se de líquens, brotos, cascas, raízes e vegetação descoberta sob a neve.
Quando domesticados, servem como montarias para caçadores, mensageiros, patrulheiros e viajantes. São mais rápidos que os Brugos, mas carregam menos peso e se assustam com maior facilidade diante de fogo, predadores ou ruídos violentos.
Sua carne é macia e valorizada, sendo consumida assada, curada ou preparada em refeições importantes. As fêmeas produzem um leite espesso e saboroso, usado em manteigas, coalhadas e queijos. Os queijos mais duros são armazenados durante o inverno ou levados em longas viagens.
As galhadas são empregadas na fabricação de cabos, pentes, agulhas, botões, ornamentos, talismãs e pequenas placas protetoras. Peças grandes, claras e simétricas alcançam preços elevados entre artesãos e famílias nobres.
De combate
Galheiros preferem fugir a combater. Quando acuados, machos adultos abaixam a cabeça e utilizam as galhadas para abrir passagem, enquanto as fêmeas atacam com os cascos para proteger os filhotes.
Investida de Galhada
Um Galheiro que não esteja engajado pode avançar ao menos 6 metros em linha reta antes de atacar com a galhada.
Se acertar, causa o dobro do dano, e o alvo deve ser bem-sucedido em uma JPD ou será derrubado.
A criatura não realiza essa investida quando montada, a menos que tenha sido treinada para combate.
Coice
O ataque com cascos representa dois golpes contra uma criatura posicionada atrás ou ao lado do Galheiro. A criatura não pode usar a galhada e os cascos na mesma rodada.
Passo sobre a Neve
Galheiros não sofrem redução de movimento causada por neve comum ou profunda.
Um exemplar treinado pode carregar até 3.000 moedas. Ele pode transportar um cavaleiro e sua carga ou ser utilizado em pares para puxar um trenó leve.
Montaria Assustadiça
Galheiros não treinados para combate devem realizar um teste de Moral quando expostos a fogo, monstros grandes, explosões ou violência intensa. Em caso de falha, tentam fugir levando consigo qualquer cavaleiro montado.
O Galheiro foi pensado para o cenário autoral do autor como a principal montaria rápida dos povos do Além-Norte. Enquanto o Brugo está associado à força, carga e sobrevivência coletiva, o Galheiro representa deslocamento, caça, patrulha e prestígio.
Seus produtos também ajudam a construir uma alimentação nortenha própria. A carne macia contrasta com a carne dura do Brugo, enquanto o leite permite a produção de manteigas e queijos capazes de alimentar comunidades e viajantes durante o inverno.
As galhadas introduzem um recurso renovável e valioso. Elas podem ser encontradas durante migrações, negociadas com artesãos ou disputadas por caçadores, sem exigir necessariamente a morte do animal.
Em jogo, Galheiros podem servir como montarias, rebanhos migratórios, presas de grandes predadores ou fonte de riqueza para uma comunidade isolada. Sua presença deve reforçar que a vida nortenha depende tanto do domínio sobre a neve quanto da convivência com os animais adaptados a ela.