Oceânide
Filhas do mar e do desejo, fascinadas pelo encanto e a ruína.
As Oceânides, mais comumente chamadas de sereias, são descendentes diretas de Umberlee, nascidas do encontro entre a água primordial e o hidromel de seu cálice divino. Seus corpos refletem essa origem: pele com brilho úmido, como se sempre coberta por uma fina camada de orvalho, cabelos que ondulam mesmo sem vento e olhos profundos, cujas cores lembram desde águas rasas até abismos oceânicos. Mesmo em terra, há nelas algo que parece instável — como se sua forma pudesse, a qualquer momento, dissolver-se novamente em líquido, apesar de terem vidas tão longivas quanto os elfos.
Originalmente entidades fluidas, as Oceânides não possuíam corpos fixos. Eram parte do próprio oceano, servindo como ninfas e mensageiras de sua deusa. Acompanhavam as marés, testemunhavam naufrágios e celebravam o êxtase dos banquetes que Umberlee dava pelo mundo. Com o tempo, porém, passaram a observar mais atentamente o mundo acima das águas — suas cores, seus cheiros, suas texturas, e principalmente suas limitações. Onde antes havia apenas curiosidade, nasceu um desejo mais profundo: experimentar. Em um gesto raro, que mistura capricho e misericórdia, Umberlee concedeu às suas filhas a dádiva — ou fardo — da forma física. Agora, as Oceânides poderiam caminhar entre terra, céu e mar, livres como sua criadora. Ainda assim, carregam dentro de si o chamado constante das profundezas, como uma saudade que nunca pode ser completamente saciada.
Outras raças frequentemente as veem com desconfiança ou fascínio. Para alguns, são musas e espíritos livres; para outros, presságios de tragédia. Afinal, tudo que nasce de Umberlee carrega, inevitavelmente, tanto o deleite quanto o perigo.
Personalidade
As Oceânides vivem intensamente — não por escolha racional, mas por natureza. Elas sentem tudo de forma ampliada: prazer, curiosidade, tédio, desejo. Essa intensidade constante faz com que muitas tenham dificuldade em compreender limites, sejam eles sociais, emocionais ou físicos.
São naturalmente curiosas e inclinadas à experimentação. O mundo da superfície, com suas regras rígidas e estruturas fixas, ao mesmo tempo as intriga e frustra. Uma Oceânide pode se encantar por algo simples — o cheiro de terra molhada, o gosto de uma fruta, o calor de um abraço — e, pouco tempo depois, abandonar aquilo em busca de uma nova sensação.
Apesar disso, não são necessariamente caóticas no sentido destrutivo. Muitas desenvolvem vínculos genuínos, ainda que intensos e, por vezes, voláteis. O problema não está na falta de sentimento, mas no excesso dele. No fundo, toda Oceânide carrega uma pergunta silenciosa: “isso é suficiente?”
O Oceânide nas Aventuras
O mundo é vasto demais para ser ignorado por uma Oceânide. Algumas partem movidas por pura curiosidade, desejando experimentar tudo que a existência pode oferecer. Outras são atraídas por emoções intensas — conflitos, paixões, perigos — como se buscassem preencher um vazio que nem mesmo o oceano foi capaz de saciar.
Há também aquelas que veem a vida aventureira como uma extensão da vontade de Umberlee. Espalhar o excesso, provocar mudanças, testar limites — seja seduzindo, ajudando ou destruindo. Nem sempre fica claro se estão seguindo um propósito divino ou apenas seus próprios impulsos.
Por fim, existem as que fogem. Fugindo do chamado do mar, da influência da deusa, ou até de si mesmas. Mas o oceano, de uma forma ou de outra, sempre encontra um jeito de chamá-las de volta.
Perguntas para se responder ao criar um oceânide:
- Pergunta 1: O que você busca sentir que o oceano não foi capaz de oferecer?
- Pergunta 2: Você vê sua liberdade como um presente ou como uma ausência de propósito?
- Pergunta 3: Sua ligação com Umberlee é devoção, fascínio… ou medo?
Habilidades de Raça
Todas as habilidades de raça são adquiridas no 1º nível, durante a criação do personagem.
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1 Filha das Marés: A Oceânide pode respirar tanto embaixo d’água quanto fora dela. Não recebem nenhuma penalidade para realizar ações ou lutar sob a água.
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1 Corpo Fluido: Fora de combate, Oceânides podem transformar seus corpos em um estado líquido, podendo se misturar a outras fontes de água para se camuflar ou passar por espaços apertados e frestas. Alternativamente, em combate podem usar essa habilidade como reação para reduzir dano físico recebido em 1d4 uma vez por turno.
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1 Dueto do Deságue: A Oceânide pode, conscientemente, tentar encantar ou amedrontar uma criatura que possa ouvi-la, mudando em um passo sua atitude de acordo com sua atração ou repulsa às filhas de Umberlee.
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1 Chamado do Abismo: Longe de corpos d’água por longos períodos, a Oceânide começa a sentir inquietação. Após uma semana, todas as jogadas em testes se tornam difíceis até retornar à água ou se molhar completamente.
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1 Melodia do Deleite: Oceânides são cantoras natas, e geralmente aprendem diferentes tipos de arte muito cedo. Uma vez por dia, podem conjurar as magias Sono e Enfeitiçar Monstros como se lançadas por um Mago com nível igual aos seus DV. Oceânides Bardas recebem também um bônus de +1 na sua habilidade Influenciar.
Movimento base é de 9 metros, 21 metros nadando e 0 metros voando.
Infravisão de 18 metros. de 30 metros debaixo d'água.
Alinhamento tendem a ser Neutro.