Histórico
Nascido na majestosa — e cruel — Cidade Flutuante de Arkádia, Drakar carregava desde o primeiro suspiro as marcas cristalinas dos Arkanin, sinais de poder… e de preconceito. Enquanto os nobres ostentavam suas relíquias arcanas nos níveis superiores da cidade, Drakar cresceu nos bairros mais baixos, onde a arcanita vazava das estruturas antigas e a lei raramente chegava. Desde cedo aprendeu que força era sobrevivência. Tornou-se um brigão não por gosto da violência, mas por necessidade — defendendo crianças, idosos e famílias inteiras exploradas por gangues e cobradores ligados às arenas clandestinas. A arcanita correndo em seu sangue amplificava sua fúria em combate, transformando cada luta em um espetáculo brutal. Rapidamente, Drakar virou um nome sussurrado com medo e admiração nos subníveis de Arkádia. As brigas lhe rendiam dinheiro suficiente para manter sua comunidade viva, mas também chamaram a atenção errada. Quando os chefes das arenas exigiram que ele perdesse uma luta combinada para favorecer apostas, Drakar recusou. Não por orgulho, mas por princípio. Aquela vitória selou seu destino. Caçado, marcado como traidor e ameaça ao sistema das arenas, Drakar teve de fazer uma escolha impossível: ficar e condenar seu povo… ou fugir para garantir que eles sobrevivessem. Escolheu partir. Agora, longe de Arkádia, Drakar vaga por cidades e fronteiras instáveis, carregando no corpo as marcas cristalinas e na alma o peso de tudo o que deixou para trás. Ele ainda luta — mas não por moedas ou fama. Luta por justiça, por redenção e pela esperança de, um dia, voltar forte o suficiente para enfrentar Arkádia e quebrar as correntes que ainda prendem seu povo.